Nosso Manifesto

Impactar vidas e transformar contextos através da arte é nosso grande espetáculo. Somos um circo que junta pessoas para inventar histórias individuais e fazer do encontro o trampolim para saltos coletivos.

Neste lugar, colaboração, perseverança, confiança e coragem são os mastros que nos sustentam. Nosso pano de roda está aberto para ideias e simbolismos despertados pela magia de pisar no picadeiro. Aqui, indivíduos e artistas são preparados com os riscos do circo para assumir os riscos da vida. Neste espaço se unem habilidades e competências humanas para multiplicar afetos e acolher pensamentos plurais. Assim, compartilhamos valores e experiências para que o universo do lúdico seja uma dimensão do exercício pleno da cidadania.

Fazer mais, agregar diferentes personagens e ser o orgulho dos nossos vizinhos, parceiros, amigos e histórias que aqui passaram e se transformaram é o que fomenta nossa inventividade. Sob a lona, nossas metodologias viram truques para vencer as desigualdades e promover mobilidade social. Esse é nosso jeito de plantar as sementes da criatividade e da inovação.

Nos reinventamos como novas cambalhotas em busca da superação dos desafios do nosso tempo. Somos felizes porque somos o Circo Crescer e Viver e desejamos que nosso circo também seja seu. Entre, sorria e fique à vontade. Se mexa, crie, compartilhe. Veja e reveja quantas vezes quiser. Sinta, se emocione e se permita viver o encanto que há dentro de você. Não fique só de plateia, venha fazer parte da nossa trupe!

Eixos de intervenção:


Desenvolvimento de crianças e jovens

Contribuímos para o desenvolvimento de habilidades criativas, artísticas, físicas e socioemocionais de crianças, adolescentes e jovens, utilizando o circo e outras linguagens artísticas e culturais como ferramenta pedagógica (não-formal) de educação complementar, auxiliando-os na construção de competências que os tornem sujeitos das práticas do: conhecer; conviver; fazer; ser; e para que se constituam em agentes de mudanças das suas vidas.

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Desenvolvimento comunitário

Implementamos ações, projetos e atividades focadas no desenvolvimento socioeconômico, cultural e ambiental, que impactem a melhoria da qualidade de vida no território que compõem o nosso entorno imediato, visando fazer dele uma comunidade resiliente, próspera, acolhedora e vibrante.

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Desenvolvimento sociocultural

Apropriamos os patrimônios artístico e cultural, valorizando-os como meios para a promoção da equidade, do respeito à diferença, e do pleno exercício dos direitos de cidadania, realizando ações de democratização do acesso à bens e serviços culturais.

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Veja também:

PROPÓSITO
Impactar vidas e transformar contextos através da arte
MISSÃO
Juntar pessoas para inventar histórias individuais e fazer do encontro o trampolim para saltos coletivos
VISÃO
Ser o orgulho dos nossos vizinhos, parceiros, amigos e histórias que aqui passaram e se transformaram

Veja também:

VALORES
Colaboração - Perseverança - Confiança - Coragem
PRIORIDADE DA ATUAÇÃO SOCIAL DO CIRCO CRESCER E VIVER
Combater a pobreza| Fazer inclusão socioprodutiva | Proteger crianças, adolescentes e idosos | Encorajar os jovens | Gerar trabalho, renda e empreendedorismo | Desenvolver lideranças, redes e institucionalidades
ONDE ESTAMOS: CIDADE NOVA - BERÇO DA CULTURA BRASILEIRA
A Cidade Nova no Rio de janeiro, outrora conhecida como Pequena África ou Bairro Judeu, foi um dos epicentros do processo de construção da identidade cultural brasileira ao longo dos séculos XIX e XX. Território no qual nasceram ou se consolidaram os formatos modernos da nossa cultura popular como a canção urbana, o circo, o carnaval, as artes cênicas e a nossa dramaturgia, a história da Cidade Nova representa boa parte das dinâmicas sociais que possibilitaram aos brasileiros se reconhecerem culturalmente ou se sentirem parte de uma comunidade, mesmo em um país de dimensões continentais e de enorme heterogeneidade regional e populacional. Para além das significativas exclusões que essa afirmação pode sugerir sob uma perspectiva histórica contemporânea, que é caracterizada pela busca de referenciais mais diversos e complexos, é inegável que as expressões e práticas sociais e culturais constituídas nesse território determinaram a produção da autoimagem do brasileiro por uma larga escala de tempo e que ainda hoje reverberam quando nos perguntamos quem somos. Assim como diversos outros exemplos de regiões urbanas centrais e próximas de áreas portuárias, esse processo histórico foi baseado em um trânsito intenso de trocas culturais e diálogos entre atores sociais de origens e regiões distintas. Por aproximação cultural, podemos incluir a experiência da Cidade Nova do Rio de Janeiro em uma “cartografia” maior e que relaciona as áreas portuárias de cidades como Nova Orleans, Nova Iorque, Salvador, Recife, Marselha, Liverpool, Gênova, Buenos Aires, Lisboa, Luanda ou de países como Cabo Verde, Cuba e tantos mais. Todas essas regiões se configuram como territórios decisivos para construção da cultura moderna ocidental e de expressões que forjaram a base dessa cultura. Os casos mais evidentes do samba no Rio de Janeiro e do jazz nos EUA, ambas expressões efetivamente construídas nesses processos de intensos trânsitos culturais, nos ajudam a ver com bastante consistência a relevância histórica que essa “cartografia” das cidades com áreas portuárias demonstra. Um fato que também aproxima territórios que exerceram essa vocação de epicentro cultural, em especial quando falamos de áreas urbanas centrais e históricas, foi um processo de degradação desses espaços no decorrer de parte do século XX. Muitos desses centros experimentaram transformações que, ao mesmo tempo, apagam parte dessa história em nome de reformas urbanas de caráter modernizante, e que reconfiguraram a ocupação humana dos mesmos. Em muitos casos, e a Cidade Nova é um exemplo central dessa percepção, essas reformas tiveram como consequência movimentos violentos de exclusão social e econômica. Mesmo que nas últimas décadas possamos falar de processos sociais e políticas públicas que, em muitos dos exemplos das cidades citadas, procuraram resgatar e revitalizar esses espaços, esse não é o caso da Cidade Nova no Rio de Janeiro. Em uma espécie muito singular e desigual de desenvolvimento, a Cidade Nova é hoje um território de extrema pobreza para os seus moradores mas que convive ao mesmo tempo com prédios de empresas de enorme relevância para economia brasileira e que sedia os espaços mais importantes da administração municipal, em especial a própria prefeitura da cidade. É dentro deste contexto, e na procura de construir uma perspectiva nova e contemporânea sobre a região, que o Circo Crescer e Viver (localizado na Cidade Novadesde 2004) realiza ações, projetos, atividades e intervenções de relevância para o desenvolvimento sociocultural do seu entorno, em busca de impacto socioeconômico e da transformação social do território. Sob esta perspectiva o Circo Crescer e Viver assume o dever cívico e compromisso ético de fazer da Cidade Nova e do seu entorno, uma comunidade próspera, acolhedora e vibrante tanto por meio do seu trabalho para a promoção da mobilidade social daqueles que participam das suas ações, nvestindo para que se tornem sujeitos críticos e criativos para empreender transformações para suas vidas e para os contextos em que estejam inseridos, quanto pela mobilização de outros atores públicos e privados dispostos a colaborar para combater os dramas sociais e urbanos que afetam o território.