Nos dedicamos a criar e implementar ações, projetos e atividades, focadas no desenvolvimento socioeconômico, sociocultural e socioambiental da comunidade onde estamos sediados, buscando gerar impacto na melhoria da qualidade de vida dos nossos vizinhos e fazer da Cidade Nova - bairro histórico da região central do Rio de Janeiro e suas adjacências -, uma comunidade resiliente, próspera, acolhedora e vibrante.

Territorio

Veja também:

OBJETIVOS DO EIXO DE DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO
Fomentar o desenvolvimento socioterritorial | Desenvolver oportunidades no território | Fomentar inclusão socioprodutiva | Desenvolver lideranças, redes e institucionalidades | Facilitar o acesso à garantia de direitos | Fortalecer laços territoriais
ONDE ESTAMOS - CIDADE NOVA: BERÇO DA CULTURA BRASILEIRA
A Cidade Nova no Rio de janeiro, outrora conhecida como Pequena África ou Bairro Judeu, foi um dos epicentros do processo de construção da identidade cultural brasileira ao longo dos séculos XIX e XX. Território no qual nasceram ou se consolidaram os formatos modernos da nossa cultura popular como a canção urbana, o circo, o carnaval, as artes cênicas e a nossa dramaturgia, a história da Cidade Nova representa boa parte das dinâmicas sociais que possibilitaram aos brasileiros se reconhecerem culturalmente ou se sentirem parte de uma comunidade, mesmo em um país de dimensões continentais e de enorme heterogeneidade regional e populacional. Para além das significativas exclusões que essa afirmação pode sugerir sob uma perspectiva histórica contemporânea, que é caracterizada pela busca de referenciais mais diversos e complexos, é inegável que as expressões e práticas sociais e culturais constituídas nesse território determinaram a produção da autoimagem do brasileiro por uma larga escala de tempo e que ainda hoje reverberam quando nos perguntamos quem somos. Assim como diversos outros exemplos de regiões urbanas centrais e próximas de áreas portuárias, esse processo histórico foi baseado em um trânsito intenso de trocas culturais e diálogos entre atores sociais de origens e regiões distintas. Por aproximação cultural, podemos incluir a experiência da Cidade Nova do Rio de Janeiro em uma “cartografia” maior e que relaciona as áreas portuárias de cidades como Nova Orleans, Nova Iorque, Salvador, Recife, Marselha, Liverpool, Gênova, Buenos Aires, Lisboa, Luanda ou de países como Cabo Verde, Cuba e tantos mais. Todas essas regiões se configuram como territórios decisivos para construção da cultura moderna ocidental e de expressões que forjaram a base dessa cultura. Os casos mais evidentes do samba no Rio de Janeiro e do jazz nos EUA, ambas expressões efetivamente construídas nesses processos de intensos trânsitos culturais, nos ajudam a ver com bastante consistência a relevância histórica que essa “cartografia” das cidades com áreas portuárias demonstra. Um fato que também aproxima territórios que exerceram essa vocação de epicentro cultural, em especial quando falamos de áreas urbanas centrais e históricas, foi um processo de degradação desses espaços no decorrer de parte do século XX. Muitos desses centros experimentaram transformações que, ao mesmo tempo, apagam parte dessa história em nome de reformas urbanas de caráter modernizante, e que reconfiguraram a ocupação humana dos mesmos. Em muitos casos, e a Cidade Nova é um exemplo central dessa percepção, essas reformas tiveram como consequência movimentos violentos de exclusão social e econômica. Mesmo que nas últimas décadas possamos falar de processos sociais e políticas públicas que, em muitos dos exemplos das cidades citadas, procuraram resgatar e revitalizar esses espaços, esse não é o caso da Cidade Nova no Rio de Janeiro. Em uma espécie muito singular e desigual de desenvolvimento, a Cidade Nova é hoje um território de extrema pobreza para os seus moradores mas que convive ao mesmo tempo com prédios de empresas de enorme relevância para economia brasileira e que sedia os espaços mais importantes da administração municipal, em especial a própria prefeitura da cidade. É dentro deste contexto, e na procura de construir uma perspectiva nova e contemporânea sobre a região, que o Circo Crescer e Viver (localizado na Cidade Novadesde 2004) realiza ações, projetos, atividades e intervenções de relevância para o desenvolvimento sociocultural do seu entorno, em busca de impacto socioeconômico e da transformação social do território. Sob esta perspectiva o Circo Crescer e Viver assume o dever cívico e compromisso ético de fazer da Cidade Nova e do seu entorno, uma comunidade próspera, acolhedora e vibrante tanto por meio do seu trabalho para a promoção da mobilidade social daqueles que participam das suas ações, nvestindo para que se tornem sujeitos críticos e criativos para empreender transformações para suas vidas e para os contextos em que estejam inseridos, quanto pela mobilização de outros atores públicos e privados dispostos a colaborar para combater os dramas sociais e urbanos que afetam o território.

Ações e projetos:


Vozes do Território

Um modelo inovador e permanente de desenvolvimento econômico, social e humano, que se dedica a mapear, identificar e fortalecer empreendimentos socioprodutivos da Cidade Nova e adjacências (Estácio, Catumbi e Centro).

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Rede Comunidade Acolhedora

Fomentar a articulação, colaboração e compartilhamento de valor entre atores privados e públicos, pessoas e famílias, com foco na realização de ações consorciadas e na incidência em políticas públicas voltadas para o desenvolvimento socioterritorial e para superação dos dramas sociais e urbanos das comunidades do nosso entorno imediato.

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Cuidado e apoio sociofamiliar e comunitário

Intervir nas reproduções de violências intra e extra familiares, prospectando possibilidades de mobilidade social, acolhimento, orientações e encaminhamentos para proteção integral da infância e juventude, dos idosos e da viabilização de direitos sociais para famílias residentes na comunidades do nosso entorno imediato.

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