Moradores, empresas, organizações sociais e poder público se unem em pacto pelo desenvolvimento da Cidade Nova e adjacências

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Sob a denominação de Rede Comunidade Acolhedora, Circo Crescer e Viver mobiliza e reúne players da região central do Rio de Janeiro para criar soluções e promover desenvolvimento territorial

Lideranças comunitárias, gestores e autoridades de órgãos públicos do Município e do Estado Rio de Janeiro, representantes de ong’s e de empresas que atuam na Cidade Nova, Estácio e Catumbi, reuniram-se na última quinta-feira (16/jan), com o objetivo de criar rotina de colaboração para converter riquezas comunitárias em forças de desenvolvimento local, à convite do Circo Crescer e Viver.

Em uma manhã rica de encontro e diálogo propositivo entre organizações públicas e privadas, foi apresentado aos participantes um amplo diagnóstico sócio-territorial da Cidade e do entorno. Elaborado pela Coordenadoria de Gestão de Informação, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, da Prefeitura do Rio de Janeiro, o diagnóstico aponta não apenas as vulnerabilidades e desafios do território, mas também as suas potencialidades. João Grand Junior, geógrafo responsável pela elaboração e apresentação do diagnóstico, destacou que “passivos como o quadro de pobreza, os problemas habitacionais e de saneamento, o alagamentos e ilhas de calor acima da média geral da Cidade, a informalidade e mendicância e a baixa escolaridade. Podem ser enfrentados com a maximização do ativos presentes no comunidade que tem centralidade, uma densa rede de equipamentos públicos, importante concentração de atores sociais, econômicos e culturais, paisagem cultural significativa com bens preservados, tombados, e vasta concentração de empregos formais e massa salarial”.

Na sequência, o diretor-presidente do Circo Crescer e Viver amparado pelos números do diagnóstico ressaltou que grandes empreendimentos e empresas que chegaram nos últimos 10 anos no território precisam assumir um papel mais relevante no enfrentamento das vulnerabilidades do território. Para Perim “a tarefa de produzir cidade de forma sustentável é um imperativo ético da agenda pública do desenvolvimento, e agenda pública não é tarefa apenas do Estado, é uma responsabilidade de diferentes atores. Neste sentido, as grandes empresas presentes no território, precisa dar  sua cota de contribuição na ideia de construção de uma comunidade próspera e acolhedora”. Na sequência apresentou a proposta da “Rede Comunidade Acolhedora – pacto pelo desenvolvimento da Cidade Nova e adjacências”.

Como uma das ideias de projetos consorciados apresentadas no encontro, foi apresentada pelo arquiteto Rodrigo Azevedo, coordenador do Observatório de Cidade – escritório modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estácio de Sá/Campus Praça Onze -, apresentou o projeto “Parque Cidade Nova”. A iniciativa orçada em R$ 6,6 milhões, tem por objetivo ressignificar a infraestrutura urbana existente no território, atualizando-a de acordo com as novas demandas da sociedade no que tange a sustentabilidade, desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda, aumento de arrecadação tributária, qualificação do ambiente urbano, criação de nova área de lazer, cultura e entretenimento. O projeto que já foi submetido à vários órgãos públicos, contou com o apoio do secretário municipal de meio ambiente Bernardo Egas. Para Egas “a iniciativa do Parque demonstra como a agenda ambiental por conectar vários outras agendas” por isso ele declarou que está comprometido em trabalhar para desenvolvê-la, depende apenas de um arranjo que, efetivamente, garanta a participação da empresas e instituições do território no investimentos e, especialmente, na manutenção deste novo espaço público.

A reunião produziu vários encaminhamentos e proporcionou vários resultados de impacto social para a comunidade, entre eles: análise positiva e engajamento dos presentes à proposta do pacto; compromisso das empresas em organizações presentes em se dedicarem na articulação e fortalecimento da Rede Comunidade Acolhedoras; manifestação; compromisso do Presidente da Fundação Leão XIII com a realização de ação de combate ao sub-registro na comunidade, em março de 2020; compromisso do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social Germinal Domingos dependências cedidas pelo Circo Crescer e Viver para a realização de atendimento quinzenal com cadastro de pessoas e famílias em situação vulnerabilidade visando o acesso aos serviços assistenciais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

A próxima reunião da Rede Comunidade Acolhedora já está agendada para o dia 13 de fevereiro, das 9h às 12h, no Circo Crescer e Viver. Na ocasião a BR Distribuidora vai apresentar os resultados de pesquisa realizada pela empresa no território.

Entre os principais players do território, estiveram presentes representantes das seguintes organizações públicas e privadas: Circo Crescer e Viver; Instituto Meta Educação; CICC – Centro de Inteligência Comando e Controle/PMERJ; Fundação Leão XIII; Secretaria Municipal de Meio Ambiente; BR Distribuidora; ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico; TechnipFMC; Eco-Sapucaí; Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos; Instituto Shanti Brasil; Associação de Moradores da Cidade Nova; Centro Cultural Educar; Projeto Social Conhecendo a Nossa Casa; Vice-Governadoria do Estado do Rio de Janeiro; Observatório da Cidade – Universidade Estácio de Sá/Faculdade de Urbanismo e Arquitetura.

CLIQUE AQUI e acesse a pasta com informações da Rede Comunidade Acolhedora.
Data e pauta da próxima reunião:


Rede Comunidade Acolhedora
Data: Quita-feira, 13 de fevereiro, às 9h.
Local: Circo Crescer e Viver
– Rua Carmo Neto, 143 – Cidade Nova –

Para mais informações e confirmação de presença escreva para o ZapDoCirco: + 55 21 99337-8272